quarta-feira, 1 de abril de 2015

Relato da Miris Fernandes da IV Ultramaratona de 12 horas de Macaé 2015

Por Miris Fernandes
Lendo o post do Jorge, vi que tudo o que senti não foi diferente do que atletas experientes sentem e pensam. Tenho degeneração óssea nas patelas, em ambos os joelhos e sinto muitas dores diariamente. Estou proibida de pedalar e há quase 1 ano venho fazendo fisioterapia todos os dias, duas vezes ao dia (quando consigo horário). Minha preocupação ia além da dor, ela beirava o medo de agravar meu problema e acabar sendo obrigado a ficar sem poder correr também. Felizmente consegui completar às 12 horas, durante esse tempo corri sozinha, corri acompanhada de pessoas cujos rostos estranhos tornaram-se conhecidos ao longo das voltas. Corri junto com minha amiga Amanda Pitta Marinho, andei, dancei, corri e andei, cantei, corri, pulei, caminhei, sorri, andei, me arrastei e chorei, mas o mais incrível é que não desisti. Há 1 ano atrás eu odiava correr e hoje sou ultramaratonista. Não sei se vou fazer outra prova como essa mas, posso dizer que valeu a pena. Quero agradecer a Vera Lucia Mota que mesmo no auge do seu cansaço, encontrava forças pra nos animar, elogiar e dizer como estávamos mandando bem. Parabéns Vera e Penhas Dias, Jorge, Sr. Anselmo, Diego, Sr. Antonio (que garra) cada um com seus objetivos, travando suas batalhas, derrotando seus monstros. Um grande abraço de ultramaratonista para ultramaratonista.

Obs.: Incrivelmente, meu tornozelo esquerdo, com 3 ligamentos rompidos devido a uma torção, não me incomodou em nenhum momento.

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