terça-feira, 22 de março de 2016

Relato de Robson Vigilato sobre a 2ª Ultra Rei e Rainha da Serra de Minas 2016


Domingo 20 de março de 2016 um dia memorável, "Rei" das Serras de Minas.

"Levantei pouco depois das 3 da manhã e segui rumo a Inconfidentes/MG.
Às 6 da manhã aconteceu à largada da 2" Edição da Ultramaratona "Rei e Rainha das Serras de Minas", novo percurso, maior número de atletas e o nível dos experiente aumentou em relação a primeira edição em 2015.
Iniciada a ultra eu estava disposto a encarar os 55 km com garra, minha preparação posso afirmar era 30% física e 70% psicológica.
Não deixei me levar que deveria conquistar o bicampeonato e manter o título, fui para tentar estar no pódio geral entre os Top 5 (Obrigado Hanaydson Limeira por me homenagear com o número 01 na prova).
Os competidores saíram fortes, com 300 metros já primeira subida, pensei essa prova promete, será disputada tanto na categoria trio e dupla quanto no solo (categoria que eu estava).
No início um pelotão era uns 10 atletas impondo um rítmo mais forte que eu planejei... pace de 13.8km por hora, neste grupo estava alguns competidores solos, ultra fera, entre ele o conterrâneo e amigo Eduardo Calixto tri-campeão da BR-135, 217 Km.
Além deste fera estava o Kleber Santos que foi vice em 2015, esse ano como atleta profissional do Cruzeiro de BH estaria motivado. Estava também os mineiros Jiuliano de Souza que de biker tornou um grande corredor de montanha e o Farnese Da silva que assim como o Calixto já representou o Brasil em um mundial de ultra fora do Brasil (um sonho que quem sabe um dia com patrocínio realizo). Percebi um outro atleta que também tava disposto a vencer o nome dele é Ricardo Martini (não sabia que estava no solo, só descobri no km 36 de prova), não posso deixar de mencionar o amigo e incentivador Ricardo Brant que vinha de uma grande preparação para essa ultra.
Enfim, fomos dividindo e comentei com um outro atleta, o ritmo tá forte demais sô! E resolvi colocar em prática a certeza das dificuldades futuras.
Seguia com minha mochila de hidratação que está toda costurada mais que me acompanha desde 2009 quando venci a primeira ultra que disputei, uma ultra de 65 km que tornei bi-campeão em 2015 (mais isso já é outra história).
Sem carro de apoio a mochila com mais de dois quilos era minha salvação em água e alimentação.
Passamos o primeiro terço da prova (18km) para 1 hora e 18 minutos, resolvi caminhar para hidratar e alimentar, fui ultrapassado pelo Brant, pensei pelo meus cálculos sou o quinto colocado (só que não!), daqui a pouco conto porque.
Os atletas sumiram do meu campo de visão era apenas carros de apoio dos outros atletas que passavam por mim. (Não é Pangaré Run?)
Passei no km 27 "metade" da prova para 2 horas e 13 minutos, fui apreciando a natureza enquanto subia, descia e voltava a subir serras que parecia intermináveis.
Finalmente vi dois atletas em minha frente era o Kleber e o Brant, alguns metros atrás estava o Calixto na minha cola.
Quase 35km de prova e eu sentia bem então os próximos dois km foram decisivos, ultrapassei o Kleber e o Brant que me incentivaram e eu retribui o incentivo. Pensei agora sou o terceiro (pensei!).
Alguns metros depois ultrapassei o Farnase, na sequência o Célio Rodriques de Lima que estava no carro apoiando o Brant me informou nesse ritmo você alcança o segundo (segundo?!?) Ele confirmou sim o segundo! (ele tava certo) estava na frente dois atletas. Com 3 horas e 10 minutos estava com dois terços de prova e me sentindo bem e focado lembrei das dicas do amigo e ídolo das montanhas o Celio Augusto (Celinho).
Passei pelo Jiuliano e perguntei o atleta da frente é solo? Ele também não tinha certeza. Entramos em uma trilha aproximei do Ricardo está no solo? ele educadamente respondeu que sim, incentivamos um ao outro e eu assumia ali a liderança.
Conclui que corri por quase 20 km pensando ser o quinto na verdade era o sexto e estava fora do Top 5. Nos últimos dois km saí da sexta colocação para primeira, depois disso foi descida e subida forte fazendo jus ao nome da prova, e para ser "Rei" teríamos que superar os próprios limites. (Não bastava tentar)
Já no perímetro urbano deparei com uma reta sem fim (naquele momento aquela reta parecia infinita). Olhei no GPS e concluí a prova passaria dos 54 km (e passou). Quando virei a última curva rumo ao ginásio onde foi à largada e à chegada senti emoção, felicidade, satisfação e gratidão a cada amigo e familiar que torceu pelo meu memorável bi.
Fiquei no aguardo do amigos que estaria no pódio comigo e vi que houve muitas mudança no últimos 18 km quando assumi a ponta, por exemplo, o Martini manteve a segunda colocação, o Calixto pulou da sétima para terceira, colocando o Jiuliano na quarta colocação e o Farnase que era terceiro quando passei fechou o pódio Top 5. Um pódio de amigos.
Jiuliano e Brant nunca esquecerei da saudação que me prestaram no fim da prova... emocionante!
Subi no pódio com grandes ultras aumentando assim a minha experiência como aprendiz, levei nas mãos minha bandeira do Brasil que levo amarrada na mochila em todas as ultras que participei, um dia quero levantar essa bandeira em um pódio fora do nosso Brasil (mais isso já é outro assunto).
O dia encerrou de uma forma memorável depois dos limites superados pelo "Rei" (Não que eu seja um) pelo contrário sou um amador nas serras da corte para assim buscar melhoras diante dos melhores, comemorei esse reinado diante de tanto aprendizado com grandes amigos e experientes ultras ali presente."

Top 5 - Rei das Serras MG - 55 km
Robson Vigilato - 4 horas 45 minutos
Ricardo Martini - 4 horas 51 minutos
Eduardo Calixto - 4 horas 52 minutos
Jiuliano de Souza - 4 horas 57 minutos
Farnase Dasilva - 4 horas 59 minutos
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