quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Maratonista desclassificada por usar MP3

Maratonista é desclassificada por usar MP3 durante prova. E não foi por pirataria.
A maratonista Jennifer Goebel foi desclassificada da Maratona de Lakefront, nos Estados Unidos, por usar um simples iPod. É que o regulamento da prova proíbe o uso de qualquer aparelho eletrônico durante a prova, incluso aí iPods, walkmans, radinho de pilha e afins.

A seleção de músicas Techno, Classic Rock e Alternativas que Jennifer ouviu entre os km 30 e 33 lhe custou, além do primeiro lugar, uma multa de US$ 500. E isso que ela já tinha ganho o primeiro lugar pela desclassificação da primeira colocada, Cassie Peller, por ter aceito uma garrafa com água de um observador da prova. Que regulamento chato, não é mesmo?


Pelo menos a culpa dessa aí não é da RIAA (Associação da Indústria de Gravação da América).

Obs: Caramba se essa onda pega aqui no Brasil, muitos corredores como eu teremos que deixar de ouvir músicas durante as competições.

10 comentários:

railer disse...

jorge, na prova que fiz em nova iorque não era proibido nenhum tipo de aparelho eletrônico, mas o regulamento dizia que era 'fortemente não recomendado'.
vai entender... também gosto de correr com música.

"Orlando,um não corredor que corre" disse...

É Jorge, cada coisa estranha. Que regulamento maluco! Se a moda pega no Brasil....

Leo Mesquita disse...

Que loucura! Acho isso ai quase uma limitação da liberdade de cada um. Eu tenho uma lista de reprodução no meu Ipod, uso de tal forma que quando certa música está tocando eu deveria estar nos metros finais em provas de 10km! Mas é claro que se está no regulamento, ai não tem jeito, tem de respeitar.
abcs
Leo Mesquita
http://vivoparacorrer.blogspot.com/

Xampa disse...

fala jorge.
cara, eu já usei música, hj não uso mais.
até estraguei o meu ipod por causa dela, pois eu não o protegia e ele oxidou com o suor.
mas, confesso que estou com vontade de voltar a usar. mas, para ouvir audio livros.
é isso.
abs.

Kleber Rocha Gardin disse...

Vai entender, né... Não faz sentido nenhum proibições como essas... Eu nunca corri ouvindo música, tenho certo receio de não conseguir me concentrar totalmente na prova, sem contar que não sou muito ligado a música, mas muita gente usa esses aparelhinhos eletrônicos e isso em todo o mundo! Nota 0 para a organização da prova!
Kleber RG - http://kleber-rg-runner.blogspot.com/

Fabio e Luciana disse...

E ai jorge se esta onda pega vou ter que aposentar o meu MP3, porque também é onde busco força para os meus desafios ainda de 21 km.
Belo Trabalho o seu blog. Visitarei mais vezes.

Abraços

Fabio ACORES-ES

Pantera Cor de Rosa disse...

Isso deve ser para impedir que treinadores mandem instruções para os atletas, já que os regulamentos proíbem "ajuda externa". Em várias provas no Brasil essa regra também está lá escrita. Só não sei se é cumprida.
A pergunta é: poderia usar frequencímetro?

Algo semelhante ocorre em provas de consursos, onde às vezes não se pode nem levar relógio. Na época em que fiz vestibular, tive que usar relógio de ponteiro.

Abraços.

isabel corrêa disse...

Eu corri uma vez escutando música,e não gostei do resultado.Hoje uso só pra treinar.Mas aqui temos regras que não são cumpridas.Aqui em Curitiba é proibido usar bicicletas para acompanhar o atleta,mas nunca vi alguém ser desclassificado por isso.

Marcelo Assunção disse...

Vou contra a maré e dar razões para a proibição:

1- Um rapaz tomou um caminho errado numa prova noturna nos EUA, há uns 3 meses, e morreu atropelado. Os fiscais o avisaram, mas ele estava ouvindo música muito alta. Foi a partir desse caso que passaram a pressionar os organizadores por fazer cumprir a regra.

2- As regras do atletismo tem que valer para todos os corredores, da elite ou não. Várias corridas teriam resultados diferentes se os treinadores pudessem se comunicar por rádio com os atletas, informando sobre adversários e aconselhando. Nas 10 Milhas Rio de 2008, por exemplo, eu corri tranquilo, sem forçar muito, e poderia ter acelerado se alguem pelo rádio ou celular me avisasse que você, Jorge, estava logo ali na frente. Tudo bem, você estava contundido, mas era a minha chance, rs! Essa mesma situação aconteceu no Campeonato Estadual Master de Cross Country: Edilson estava péssimo, logo na minha frente, enquanto eu me poupava para não perder a 4ª colocação, mas eu só descobri isso quando era tarde demais. Um aviso por celular me mostraria que era possível tentar a medalha de bronze. A Maratona de Chicago 2008 também foi perdida no feminino porque ninguém avisou à líder que a queniana a ultrapassava pelo outro lado da rua...

3- E por que não se proíbe frequencímetro? O fato é que o frequencímetro apenas informa algo do seu corpo, e está disponível igualmente para todos, e a ajuda do treinador não...

4- Quem ouve música alta não escuta direito o som ambiente. Pode deixar de ouvir o tiro de largada, e isso pode fazer as largadas perigosas - alguns largam, outros não... trombadas garantidas!

Enfim, passemos a ouvir nosso corpo, e deixemos a música para comemorar nossos triunfos. Abraços do amigo chato, rs!

Superpinguim disse...

Oi Jorge !

Concordo em número, gênero e grau com o Marcelo Assunção !
Ja não basta nós seres humanos do século XXI ficarmos conectados por muito tempo em casa e no trabalho na frente do microcomputador, seja no Orkut, Facebook, Twitter ou Youtube ou na frente da televisão ou do aparelho de som.
O som desses aparelhos portateis tiram toda a sencibilidade com o ambiente externo.
Quem usa direto esses aparelhos perde muito do senso critico sobre a poluição sonora da região onde vive e trabalha.
Numa corrida no meio da natureza como o Mountain Do, que participei dia 17 de outubro em Floripa, pude escutar os barulhos dos passaros e o barulho dos riachos, temos que deixar para escutar a música nos momentos de celebração.

Um grande abraço !